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quarta-feira, 27 de julho de 2011

27



Muito se falou sobre o 27 essa semana. No entanto, o mistério que cobre esse número e, principalmente, essa idade, não é algo novo pra mim. Lembro-me do pânico inicial que senti aos 27, época em que me dei conta da quantidade enorme de coincidências que ligavam minha vida a esses algarismos mágicos. Cantor, fã de Jim Morrison, nascido em 27 de novembro, batizado com um nome contendo 27 letras, assinante de uma linha telefônica de número 2627 2797. Enfim, tudo parecia apontar para um ano fatídico.

Procurei me acalmar na numerologia, e a coisa acabou ficando mais estranha, pois, como li num site super confiável, pra ela "o 27 significa uma transição, a passagem para um próximo estágio da vida. Ter 27 anos significa estar entrando na 3ª fase da vida, pois a vida muda de ciclo a cada 9 anos e isso significaria uma proximidade maior com Deus."
 

Obviamente, não morri. E como poderia? Sempre fui um cara certinho demais pra dar tchau numa banheira.

Mas não pensem que por isso minha crença nas ciências do oculto diminuiu. Pelo contrário. Entendi o significado da profecia, e hoje, aos 30, percebo de forma nítida a força da influência desta matemática. Afinal, como poderia ignorar tal poder se justamente naquele ano um 27 inesperado decidiu surgir no meu caminho, modificando por completo a rota da minha história?

Refiro-me ao dia 27 de julho de 2008. Seria mais uma folha perdida no calendário, mais uma data desperdiçada com o vício internético das buscas por nada e conversas idiotas, se não fosse pela intromissão do destino. Ele jogou na minha tela alguém, entre 27 zilhões de alguéns, e essa pessoa foi, pouco a pouco, tomando cada um dos meus pensamentos pra si.

Ela, tão mística quanto a situação, me encantou com palavras e simbolos, caracteres e smiles coloridos, e mesmo antes de encontrá-la no plano físico, já havia lhe entregado meu coração num amor puro e apaixonado.

Fomos cúmplices e amantes. Ela passou a ser minha musa, a inspiração para dezenas de criações. Tornou-se minha mulher, aceitando dividir comigo todos os momentos pelo simples prazer de estar ao meu lado. E agora, após três anos, me presenteia com um sonho, uma vida...

A numerologia, portanto, foi exata ao menos pra mim, pois nunca estive tão perto de Deus como estou agora, neste ciclo. Eu O vejo todas as manhãs no rosto dela, nos movimentos da sua barriga. Eu O vejo em seu sorriso, na sua felicidade. Eu O ouço em sua voz toda vez que diz "te amo".

Ela, Ana Paula Perrut, é a mulher da minha vida. E estava lá, esperando por mim no mais improvável e selvagem dos lugares. Como explicar?

Tinha de ser com 27...num dia 27.


Um comentário:

  1. Foi um dia improvável, do jeito mais improvável... eu, que já tinha minha vida planejada p as coisas acontecerem do jeito certo, como manda o figurino... deixei me levar pelo amor mais puro q já vi... e tudo tomou outro caminho, outro rumo, tudo mt intenso... mas q nos levou à felicidade!!

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